E EIS QUE, TENDO DEUS DESCANSADO NO SÉTIMO DIA, OS POETAS CONTINUARAM A OBRA DO CRIADOR.
(MÁRIO QUINTANA)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

CHUVA



CHUVA

Maispa
Luz

A chuva cai.
Violenta, fustigada pelo vento,
Traz consigo as impurezas
Que o Homem,
laboriosamente,
Vai acumulando no infinito azul.

Vendo-a, através das vidraças,
Ouvindo o seu cantar feito de lágrimas,
Pergunto-me :
Quem chorará deste modo ?

Será o céu, em desespero,
Ao ver do Homem a ignomínia,
o mesmo que ultrapassa
todas as barreiras,
e o desvenda,
Em total desrespeito pela sua intimidade ?

Não há lágrimas bastantes
Para um desgosto assim…

Só um dilúvio lhe poria fim !

Maispa
Luz



Lisboa. Abrill 1997

13 comentários:

Ana Martins disse...

Maravilhoso poema à chuva, que na maioria das vezes nos deprime e deixa ansiosos que o Sol dê um ar da sua graça!

Beijinhos,
Ana Martins

Sonia Schmorantz disse...

Acredite que sua semana vai ser muito feliz,
que todos os dias o céu tem uma nova cor
e que o Universo conspira a seu favor,
sempre que você assim o quiser.
Assim que seus olhos avistarem o sol pela manhã
lembre-se que este novo dia está por ser escrito
e pode ser sempre um dia feliz,
se você se permitir assim...

Daniel Costa disse...

Mariazinha

Apreciei bastante o poema de Maispa Luz, fala da delapidação por acção do homem, de um mundo que devia, realmente, ser sempre azul e claro. Essencialmente claro e muito azul transparente.
Beijinho
Daniel

Desnuda disse...

Ow ow...Que poema lindo!



Beijos

Desnuda disse...

Nossa....Que bom esta sintonia, Mariazita! E meu coração está flutuando pelo mimo....Ah, como é bom trocar afeto! É um tantão para nos dar felicidade!


Obrigada querida...Obrigada!!!


Um belíssimo dia com paz, alegria e harmonia! Muitos beijos.

O Profeta disse...

Vir aqui é voar em voo de sublime magnitude...

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá, belo poema...Espectacular...
Beijos

Paula Raposo disse...

Tão bonito poema! Gostei muito. Beijos.

O Profeta disse...

A terra dorme em sobressalto
Um grito brota da alma
Danço com esta bruma de Inverno
Rodopia em meu peito uma estranha calma

Águas despertas, Mar bravio
Cai sobre mim um nevoeiro perverso
Uma onda estende seu manto de espuma
Açoita as pedras adiando o regresso


Boa semana


Mágico beijo

Ema Pires disse...

Amiga Mariazita,
Gosto imenso dos seus textos e do seu blogue em geral. Gosto também das lindas imágens.
Obrigada pela sua visita aos meus vulcoes. Volte sempre.
UM grande abraço

Multiolhares disse...

Penso que já nem a chuva lava a alma
beijos

Giselle disse...

Ai que lindo poema sobre a chuva, e a chuva nada mais é do que alma sendo lavada, natureza sendo renovada, chuva é pura energia, pura renovação ...
Lindo ...
Beijos

o que me vier à real gana disse...

Olá!
Eu não tenho veia nem capilar poético, ao contrário do k dizes. Como tal, quem sou eu para comentar poesia?!... Posso apenas dizer k está extremamente belo e k, se entendi algo, k comungo do teu sentir.
Não te atrapalhes, k ela, a Natureza, vai saber defender-se!

Bj